Pesquisas falham em Portugal e alentam 3ª By the use of (por Vitor Hugo Soares)

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Há ânimo renovado, esta semana, nos vários espaços da Terceira By the use of das presidências no Brasil. O motivo do alento de candidatos e partidos – que derrapam nas pesquisas dos institutos de opinião e nos acordos – vem do outro lado do Atlântico. Apurados todos os votos das urnas das eleições de domingo passado, em Portugal, verifica-se, ao lado da esmagadora vitória dos socialistas (PS), por maioria absoluta e de cabo a rabo (no dizer native), o fracasso retumbante das pesquisas eleitorais (incluindo as de boca de urna) e de todos os respectivos institutos que as promoveram. Além do fiasco dos analistas, sobre expectativas eleitorais, que se esborracharam ao prever disputas renhidas, que seriam decididas “por uma cabeça”, como nas corridas do turfe. “Que erro rotundo”, dizem agora, em manchetes, os jornais e os demais meios de comunicações de Lisboa (sob os olhos do mundo).

A verdade de “Sua Excelência, o Fato”, na frase do estadista francês, Charles de Gaulle (que Ulysses Guimarães gostava de repetir), se impôs mais uma vez e com força, na pulsante democracia portuguesa. Sem que nenhum instituto acertasse na previsão dos resultados – muito pelo contrário – o Partido Socialista (PS) arrasou na vontade in style. E ganhou por histórica maioria de votos histórica. O Chega – novo partido de direita no país – cavalgou ruidosa e feliz, uma ascensão impensável: saiu das eleições quase seis vezes maior.A chamada “esquerda da Geringonça” que dirigia o país desabou em pedaços; e o velho Partido Comunista (poderoso em passado recente), quase desapareceu do mapa eleitoral. Fatos inegáveis das Legislativas de domingo, registra a mídia. “Tal como é fato, também, “o erro colossal das sondagens pré-eleitorais, que davam um resultado “taco a taco” entre Antonio Costa (o grande vencedor do PS) na disputa com Rui Rio (PSD), o maior perdedor na “polarização” anunciada – como nas presidenciais do Brasil deste ano – que se esfumaçou na Hora H.

Em silêncio, a classe média portuguesa e grupos minoritários organizados, em franca ascensão na opinião pública no novo e antenado Portugal dos dias que correm, deram uma lição em regra nos institutos de pesquisas e nos “engenheiros e estrategistas” das análises de dados eleitorais. Antonio Salvador, do Intercampus, especialista que coordenou sondagens para importantes veículos de comunicação portugueses, acusa o baque e já convocou as demais empresas e parceiros para discutir o “falhanço” (como gritam patrícios e políticos indignados, que falam em proibir as sondagens). Salvador recusa a expressão native ou o “fracasso”, mas reconhece que “uma diferença tão significativa não é aceitável”. Segundo ele, porém, os responsáveis são todos: “É um problema de quem faz, produz, de quem utiliza e quem comunica.”

Seja como for, a notícia do erro desabonador das pesquisas, em Portugal, se espalha pelo mundo e já desembarcou no Brasil, das sondagens que, desde já – quando nem os nomes da disputa estão todos definidos – apontam para uma polarização “esquerda” x “direita”, na eleição que ainda se dará em outubro. O fato renova esperanças de candidatos e partidos da Terceira By the use of no Brasil: do ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) a Ciro Gomes (PDT), do governador de São Paulo, João Dória (PSDB) à senadora Simone Tebet (MDB), entre outros citados nas son dagens locais. Segue o jogo. O futuro, a conferir.

 

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do web site weblog Bahia em Pauta. Electronic mail: [email protected]



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