Aeronaves russas foram interceptadas pelas forças militares dos Estados Unidos, Noruega e Reino Unido, enquanto sobrevoavam o mar Báltico, localizado ao norte da Europa. O incidente foi registrado e confirmado pelo comando aéreo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta sexta-feira (4/2).

Foram interceptados, ao todo, quatro caças modelos Su-35 e MiG-31, sendo duas aeronaves de cada modelo. A aliança militar norte-americana comunicou que a ação decorreu da ausência de um plano de voo e da dificuldade do controle de tráfego aéreo em estabelecer comunicação com os aviões militares russos.

Segundo a Otan, os caças interceptados atuavam na escolta de uma aeronave de transporte da Rússia, a Tu-154. A organização nega, porém, que a aeronave tenha entrado no espaço aéreo aliado e assegura que a resposta dos pilotos russos à ação foi “segura e profissional”.

Rússia ameaçada

A relação entre EUA, membros da Otan e Rússia vive momento delicado após o país norte-americano sinalizar positivamente para a expansão da organização, com uma eventual entrada da Ucrânia entre os países aliados.

A expansão da Otan é encarada pela Rússia como uma ameaça militar, pois a Ucrânia é vista como um território com o qual eles podem impedir o avanço das forças militares ocidentais.

Desde o fim da União Soviética, em 1991, a Ucrânia é um país independente. No entanto, as histórias do país e da Rússia sempre andaram juntas. Isso porque o berço da Rússia moderna é a Ucrânia.

A Ucrânia já sofreu diversas invasões e chegou a ser incorporada por russos e soviéticos.

As regiões de Donetsk e Luhansk, áreas da divisão com a Rússia, conhecidas como Donbas, estão sob controle de separatistas apoiados pelos russos desde 2014. De lá para cá, ao menos 13 mil pessoas morreram em conflitos armados.





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