Queda do Bitcoin para US$ 33 mil não abala investidores de longo prazo

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O tombo dos últimos meses no preço do Bitcoin (BTC) não assustou os investidores de longo prazo da criptomoeda.

Apesar de ter começado 2022 operando a US$ 47.500, o preço do Bitcoin caiu para US$ 33.100 na última semana de janeiro, em meio ao sentimento de queda no mercado para ativos de risco. Dados mostram que uma das maiores quedas veio no fim de janeiro, com preços caindo US$ 10 mil de 20 a 22 de janeiro.

Desde então, a criptomoeda voltou à marca de US$ 38.800, onde encontrou resistências, caindo para US$ 36.800 até o fechamento da matéria.

Segundo métricas da casa de análise Glassnode, apesar do tombo, a circulação de Bitcoin sugere que investidores de longo prazo continuam a aumentar suas posições, enquanto os de curto prazo pausaram suas atividades.

O balanço da Glassnode para métricas de negociações, que rastreia a quantidade de Bitcoin em carteiras e exchanges de criptomoedas, chegou a 2,52 milhões nesta semana. A última vez que esse nível foi observado foi em abril de 2021, quando o BTC chegou ao seu pico histórico de US$ 69 mil. A métrica cresceu gradualmente até chegar em 2,7 milhões, em julho, pouco antes de descer para 2,56 milhões em outubro. Desde então, vem caindo gradualmente.

Alguns analistas afirmam que a movimentação de ativos fora das exchanges, a recuperação de preço e os níveis de suporte do Bitcoin estabilizados sinalizam uma tendência de baixa.

“A porcentagem de Bitcoins em exchanges continua diminuindo. Desde a alta histórica de US$ 69 mil, a Glassnode indica que 42.900 BTC saíram de exchanges”, afirmou Marcus Sotiriou, analista da corretora de ativos digitais GlobalBlock, em entrevista à CoinDesk. “Esses indicadores sugerem que, conforme os preços caíram mais de 50% nos últimos meses, as baleias (grandes detentores) vêm acumulando a moeda, enquanto investidores de curto prazo cederam seus ativos”.

As métricas para investidores de longo prazo, ou bitcoins segurados em carteiras por mais de cinco meses, confirmam essa análise. Segundo dados, quase 100 mil BTC foram adicionados a carteiras de investidores de longo prazo desde dezembro de 2021, apesar da queda. Essa movimentação sugere que, mesmo com o preço caindo, o sentimento de longo prazo entre negociadores permanece intacto.

Segundo Sotiriou, a maior parte do fluxo recente de Bitcoin foi de moedas “jovens”, aquelas adquiridas há pouco pace. “Valores altos para fluxo de dormência significa que moedas velhas estão se movimentando”, afirmou. “Valores extremamente baixos, como esses que estamos vendo no momento, mostram que a maioria das moedas sendo trocadas são jovens, o que sugere que investidores de curto prazo estão vendendo, enquanto os de longo prazo estão segurando/acumulando”.

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Fluxo de dormência refere-se à média de dias nos quais cada moeda permaneceu dormente ou parada antes de uma transação, que serve para medir o padrão de consumo do mercado. Em janeiro deste ano, o indicador chegou a valores que, historicamente, precederam uma tendência de alta em cinco ocasiões, como relatado pela CoinDesk.

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