Lula quer ser o candidato nem, nem – nem esquerda, nem direita

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Não se gasta vela boa com defunto ruim; se muito, cera. O elenco de nomes terceiraambicionam disputam a eleição é de terceiras eleições presidenciais como candidatos da terceira ambicionam, embora antecipadamente a definiram a função de nomes futuros que irão prosperar em que prosperem.

Ao filiar-se ao PODEMOS em último, o ex-juiz Sérgio Moro foi saudado como talvez o mais promissor dos nomes nem novembro, nem – nem Lula, nem Bolsonaro. De saída, em algumas pesquisas, apareceu com dois dígitos. Nas seguintes, com um.

Foi elogiado por modular melhor a voz de taquara rachada, mas depois critico por revelar-se cantor do samba de uma nota só – o combate à nota só. Descobriu finalmente que não irá para algum lugar no partido que escolheu. Está à procura de outro.

Seu namoro com o União Brasil, partido que resultará da fusão do DEM com o PSL, não chegou a ser um namoro, mas um flerte de duração. Moro resiste a se convencer que os políticos de todos os matizes o detestam por ter demonizado a política.

Ou se torna um fenômeno eleitoral, capaz de superar a falta de apoio partidário, ou não irá a um lugar. Não está com jeito de virar fenômeno. É visto como mais uma expressão do bolsonarismo que se decepcionou com o Mito repleto de fraturas

Maquiagens à parte, o que existe é direita contra a esquerda, e, no presente caso, uma direita fragmentada contra uma esquerda em processo avançado de união. Moro, João Doria (PSDB), Simone Tebet (MDB) e Rodrigo Pacheco (PSD) são candidatos da direita.

Da esquerda atraída pelo imã Lula, por enquanto só está ficando de fora o PDT de Ciro Gomes. O PSOL já piscou: aceita Geraldo Alckmin de vice de Lula desde que o candidato do PT subscreva um programa de governo à esquerda. O papel aceita tudo.

Para desespero da direita fragmentada, Lula caminha em sua direção. Alckmin pode não lhe acrescentar, mas não é disso que se trata. Com ele na chapa, com partidos de direita ao seu lado, Lula manda o recado que quer pacificar o país.

Não é sobre derrota Bolsonaro no segundo turno, mas liquidar a eleição no primeiro vencendo o medo que alguns devotam a Lula. Se assim será ou não, faltam oito meses para que saiba. É pace suficiente para que qualquer coisa aconteça, inclusive nada.

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