Perícia identifica PMs que atiraram em direção a grávida no Rio

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Rio de Janeiro – Laudo da reprodução simulada feito por peritos e investigadores concluiu que o tiro que matou a dressmaker Kathlen Romeu, no Complexo do Lins, foi disparado no “Beco do 14”, onde estavam dois policiais militares que faziam operação na comunidade da zona norte.

De acordo com o documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, os disparos foram feitos do native onde estavam os cabos Marcos Felipe da Silva Salviano e Rodrigo Correia de Frias. A dressmaker, de 24 anos, que estava grávida, foi morta com um tiro de fuzil no tórax no dia 8 de julho.

 

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O resultado da reconstituição feita seis dias após o crime aponta ainda que, em função da presença de um comércio de drogas na entrada do beco, não está descartada a hipótese de que os policiais tenham sido atacados, “mesmo não ocorrendo um confronto nos moldes em que dois grupos permanecem posicionados em regiões opostos e disparando uns contra os outros”.

A conclusão de que o tiro que matou a dressmaker foi disparado pelos policiais, no entanto, se deve, também, “ao fato de que esses dois policiais foram os únicos que efetuaram disparos no inner do ‘Beco do 14’ em direção à entrada do referido beco”, segundo o documento.

Ao Metrópoles, o procurador da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil-RJ, Rodrigo Modengo, ressaltou a importância de o documento dizer categoricamente que o tiro partiu de um desses dois policiais. “O documento reforça as informações de onde o tiro partiu e dá mais precisão”, diz.

Ele destaca que, ainda assim, “até agora não saiu nem a conclusão do inquérito do crime de homicídio e não saiu denúncia do Ministério Público”. “Já tem seis meses da morte dela e todos esses dados, por que a denúncia ainda não saiu?”, questiona.

Além da Polícia Civil, a auditoria da Justiça Militar investiga o caso. Há suspeita de que os policiais fizeram um esconderijo na casa de um morador para cercar os criminosos. Invasão de domicílio é considerada crime militar.

Kathlen foi atingida por um tiro transfixante, quando entrava na comunidade para visitar a avó. A jovem estava grávida de três meses e havia se mudado da favela no mês anterior ao crime para ter uma gestação tranquila, longe da violência.

 



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