Um estudo realizado pelo Grupo de Medicina do Exercício e do Esporte do Medical institution HOME/Clínica do Lutador mostou um resultado preocupante: dos 126 atletas consultados, cerca de 35,7% já haviam feito uso de alguma substância proibida e 29,4% afirmaram que fariam o uso para vencer uma competição.

Coordenado pelo professor e fisioterapeuta Márcio Oliveira, que atua como produtor da Copa Born to Battle de Submission, a pesquisa também indica que 44,1% dos atletas que admitiram a utilização de algum método ou substância proibida usaram mais de cinco vezes.

Segundo o levantamento, a maioria dos atletas conhecia a definição de doping (54,6%) e as suas consequências (77%). Outros 82% conheciam algum atleta que utilizava a dopagem, afirmando que 64,4% sabia os prejuízos que isso trazia para a própria saúde. Surpreendentemente, 74,2% dos atletas defendiam o combate ao doping.

Para realização do estudo, foi disponibilizado um questionário eletrônico autoadministrado. A coleta de dados passou por análise estatística e permitiu uma caracterização minuciosa do perfil de atletas que utilizam o doping, seu conhecimento e a prevalência do uso desses artifícios ilegais.

dados do covid
126 atletas foram consultados na pesquisa
Campanha Luto Limpo

Márcio explica que a campanha #LutoLimpo foi criada para alertar os praticantes do jiu-jitsu sobre os perigos do doping. “Em outros esportes olímpicos (como judô e MMA) já existem campanhas contra o uso de substâncias proibidas por atletas. Como tenho mais proximidade com os lutadores de jiu-sitsu, meu foco está neles. Pretendo atingir a todos com a ação”, afirma o professor.

Tendo início em novembro de 2021, o #LutoLimpo esteve presente no evento de luta Born to Battle, onde agentes de controle de doping fizeram a checagem de cada atleta que participou da competição.

O movimento busca visitar academias, copas, competições e eventos, com o intuito de educar professores, atletas, pais e envolvidos por meio de palestras, lives, distribuição de panfletos e conversas. 

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Doping

O doping pode ser entendido como o uso de substâncias proibidas que melhoram artificialmente o desempenho de um atleta. Buscando promover os valores de justiça e ética no esporte, diversas organizações atuam para estabelecer as normas que configuram as violações da política antidopagem. No Brasil, a responsável por essas ações é a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

A necessidade de performances cada vez mais competitivas impulsionou o uso de substâncias ilegais tanto em meio profissional quanto amador. Contudo, além de desonestos, esses artifícios podem acarretar diversas consequências, inclusive, fatais. O estudo em questão busca então demonstrar o cenário nacional do uso de doping nos esportes de combate.

Os pesquisadores relacionam o alto índice desse uso a momentos de lesões. Márcio diz que as lesões em jovens estão cada vez mais comuns. “A equipe que está acompanhando este atleta não está visando a longevidade dele, mas sim o resultado daquele momento”, explica.

“A gente vê hoje garotos de 18, 19 anos com rompimentos gravíssimos de tendão, estiramentos musculares, por ter sobrecarregado o corpo humano”, conclui o professor.

Apesar de aumentarem de forma significativa a efficiency dos atletas, as substâncias consideradas doping geram riscos gravíssimos para a saúde dos atletas, como: aumento da agressividade, dependência psíquica, o surgimento de
diversas doenças (tais como hipertensão, diabetes, dificuldades de cicatrização) e até mesmo a morte.





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