São Paulo – Pré-candidato à Presidência da República, Sergio Moro (Podemos) inicia em 31/1 uma sequência de visitas a cidades do internal de São Paulo para estabelecer contato com políticos e empresários locais.

Um dos articuladores desta empreitada é o deputado federal Junior Bozzella, do PSL – partido que se unirá ao DEM para formar o União Brasil –, e que tenta juntar nomes para criar uma “terceira by means of” fortalecida.

O União Brasil já garantiu apoio a Rodrigo Garcia (PSDB) ao governo de São Paulo. Garcia é vice do governador João Doria, que pretende se lançar na disputa ao Planalto em outubro. Assim, apesar da sigla já ter definido seu apoio na esfera estadual, ainda possui divergências internas sobre o pleito nacional.

Bozzella é um dos que defendem uma união de diversos partidos de centro-direita contra Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula.

Moro vai passar, entre 31/1 e 3/2, por Bebedouro, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Barretos, todas cidades no internal do estado. A ideia é falar com lideranças políticas e empresariais e dar entrevistas. São Paulo conta com 22 prefeitos do Podemos, partido do ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro.

Agendas na capital paulista devem ficar mais para frente e devem ser focadas em reuniões com setores produtivos, como de serviços, das comunicações e do agronegócio, além de encontros com o sindicato dos auditores fiscais e advogados.

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“A gente passou 2021 inteiro discutindo o campo democrático, fizemos enfrentamento aos arroubos autoritários do Bolsonaro, conseguimos unir lá no evento do MBL o Doria, o Ciro [Gomes], o [João] Amoedo, no mesmo palanque. Agora, precisamos colocar em prática, porque a eleição é o veredito ultimate disso tudo”, defende o deputado.

“Todo mundo que esteve neste debate precisa realizar um exercício para estar junto na eleição. Não é fácil, mas para fazer omeletes é preciso quebrar os ovos”, opina.

Bozzella admite que é “muito cedo” para que qualquer candidato desista da disputa, mas acredita que é hora de iniciar este diálogo. Ele ainda busca que outros postulantes se juntem nesse projeto além de Moro e Doria, como Simone Tebet, do MDB, e Felipe D’Ávila, do Novo.

Sobre o deadlock entre apoiar o PSDB na esfera estadual e Moro na esfera federal, Bozzela argumenta que “são discussões apartes” e que “não dá para esperar” a definição nacional de candidaturas para organizar os palanques dos estados.

“Tem o fechamento da janela e o prazo de montagem de chapa, até o ultimate de abril. Não tem como esperar uma definição em detrimento a outra. A gente vai precisar ver lá na frente quem vai estar performando melhor e chegar a um possível entendimento”, diz.



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