O presidente Jair Bolsonaro quer aguardar o retorno dos trabalhos do Congresso Nacional, no início de fevereiro, para decidir se concederá ou não reajuste salarial e reestruturação da carreira de policiais federais.

A informação é do líder do PSC e vice-líder do governo na Câmara, deputado Aluísio Mendes (MA), que se reuniu com o presidente da República nessa quinta-feira (13/1), no Palácio do Planalto.

À coluna, Mendes, que é agente da Polícia Federal, afirmou que, em meio a reclamação de outras categorias do funcionalismo, Bolsonaro quer “tratar esse assunto” com os parlamentares e com a sociedade.

0

“Ele (Bolsonaro) disse que entende e compreende a necessidade dessa reestruturação. Mas entende que precisamos dar um passo atrás para discutir isso de forma mais transparente. Acho que o erro foi não ter feito essa discussão durante o ano que passou (2021). Parece que generation um aumento de salário em um momento que ninguém tem aumento. Vamos recuar um pouco para fazer isso de forma mais transparente. Vamos esperar um pouco mais de fazer”, disse Aluísio.

A ideia inicial do presidente generation tratar da reestruturação da carreira, que diferenciaria mais o salário de entrada na PF do salário ultimate das carreiras, by means of uma Medida Provisória.

Agora, de acordo com o líder do PSC, a tendência é debater isso entre fevereiro e março por meio de um projeto de lei que começará a tramitar pela Câmara dos Deputados.

“Senti a disposição do presidente. Ele me disse que houve uma reação muito negativa. Que precisa esperar que o Congresso volte a funcionar para tratar esse assunto em parceria com os parlamentares e com a sociedade. Mostrar que é uma reestruturação, que é algo que já foi feito em outras áreas da administração federal”, explicou.

A promessa de Bolsonaro aos policiais gerou insatisfação em outros servidores públicos. Funcionários da Receita Federal, por exemplo, estão em greve desde o fim de dezembro, com mais de 300 analistas tributários já tendo entregue seus cargos. 

Diante da reação, aliados de Bolsonaro, como o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), já levantaram a hipótese de não conceder reajuste para nenhuma carreira do funcionalismo público.

Acordo com Paulo Guedes

A pedido do presidente, o Congresso já aprovou um valor de R$ 1,79 bilhão no Orçamento da União de 2022 para dar o reajuste a policiais federais. A concessão de fato, porém, ainda depende de decisão ultimate do presidente.

Como mostrou a coluna, enquanto não bate o martelo, Bolsonaro selou um acordo de procedimentos com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que é contrário à concessão de reajustes agora.



Supply hyperlink

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here