Goiânia – O ministro da Saúde Marcelo Queiroga parece não ter gostado que a Secretaria de Saúde de Goiás tenha informado sobre o atraso de doses de vacina contra a Covid-19 da Pfizer para crianças.

As doses deveriam ter chegado no aeroporto de Goiânia (GO) por volta das 1h30 desta sexta-feira (14/1), mas houve um adiamento e a previsão agora é que chegassem às 13h55. O próprio Ministério da Saúde havia divulgado a primeira previsão de horário na madrugada. Depois, divulgou um segundo horário. Por fim, cravou no último.

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Queiroga usou sua conta no Twitter para justificar o atraso e alfinetar a vacinação de Goiás. O ministro publicou o título de uma matéria jornalística do G1 sobre o atraso, informado pela Secretaria de Goiás, e decidiu rebater.

Promessa

“O Ministério da Saúde fez uma operação histórica de logística: reduzimos o envio das vacinas aos Estados, que duravam pelo menos 5 dias, para no máximo 36 horas. As vacinas vão chegar em Goiás antes mesmo da liberação do INCQS, órgão que faz o controle da qualidade do imunizante”, prometeu o secretário.

Essa liberação do Instituto de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) é necessária para o início da aplicação do imunizante. Acontece que essa liberação saiu às 11h54 desta sexta, antes das vacinas chegarem em Goiás, diferente da promessa do ministro.

Na sequência, Queiroga publicou outro Twitter afirmando que “as mudanças pontuais em horários nos voos em nada vai interferir no início da vacinação pediátrica”. A previsão é que essas doses comecem a ser aplicadas em Goiás na segunda-feira (17/1).

Alfinetada

Para completar, o ministro fez uma terceira publicação provocando Goiás, sugerindo a baixa porcentagem da aplicação da dose de reforço no estado.

“Aproveito e reforço a importância da SES de Goiás em reforçar a aplicação de segunda dose e dose de reforço em sua população. O Estado está na parte debaixo da tabela de vacinação, com apenas 82% da população acima de 18 anos totalmente vacinada”, escreveu Queiroga.

Em resposta, a Secretaria de Saúde de Goiás disse que continua estimulando a população goiana a se proteger com convicção da eficiência e eficácia das vacinas, apesar dos problemas na consolidação de dados com os registros de vacinação nos sistemas oficiais do Ministério da Saúde.

O sistema de registro de vacinas do Ministério está instável desde dezembro de 2021.

A Secretaria de Goiás ainda disse que busca o pleno alinhamento da logística de distribuição com o Ministério da Saúde e garantiu que mantém uma distribuição rápida para os municípios goianos, a depender da chegada das doses.



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