Os últimos trinta dias de Jair Bolsonaro foram politicamente pavorosos para sua pretensão política de reeleição. Não aconteceu nada que lhe favoreça. Ao contrário: só movimentações negativas.

Das férias ao jet ski, de sua ausência nas chuvas da Bahia ao confronto sem sentido com a Anvisa. A internação em São Paulo e o pontapé inicial na pelada dos sertanejos não são cômputos para lugar algum.

O Centrão, em sua boa parte, vai abandonar Bolsonaro. Essa base do Congresso vai aguardar o fim da temporada da liberação das emendas, em abril, vai pegar a grana de seus redutos e cair fora.

Essa debandada vai amplificar ainda mais a sua quase nula entrada no Nordeste. Já praticamente sem palanque de candidatos a governador competitivos, Bolsonaro corre o sério risco de ver minguar de vez aliados que concorrem ao Congresso.

É o preço da corda que ele mesmo está esticando, com suas bravatas contra vacina e a economia definhada. É o isolamento que bate às suas portas.



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