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São Paulo – Com apenas uma vaga ao Senado por estado à disposição em 2022, a disputa em São Paulo promete ser agitada. Já há diversos nomes ventilados. Até agora, entretanto, as definições são poucas nos partidos, que usam essa candidatura para barganhar apoios e construir alianças em prol dos pleitos majoritários para governador e presidente.

Há ainda pré-candidatos que buscam siglas para concorrer, com base em seus fortes apelos midiático e político para entrar com força na briga.

É o caso da deputada estadual Janaina Paschoal, hoje no PSL, mas que busca outra legenda para disputar o Senado em São Paulo. O Podemos e o Republicanos são alguns dos possíveis destinos da parlamentar.

O apresentador José Luiz Datena também é um dos cogitados, mas não possui sigla. Em novembro, ele havia anunciado que se filiaria ao PSD, mas no mês seguinte desistiu, firmou apoio a João Doria (PSDB) e agora sua sigla está indefinida.

Em dezembro, outra que se autoanunciou no pleito foi a médica Nise Yamaguchi, indiciada pela CPI da Covid por indicar remédios sem comprovação para tratar a doença. Ela também procura uma legenda.

Cada estado tem três senadores, que possuem mandatos de oito anos. A cada quatro anos, são renovados, alternadamente, um terço e dois terços das 81 cadeiras. Em 2022, será eleito apenas um senador por unidade federativa.

Toma lá, dá cá

Os grandes partidos do estado, na direita, esquerda e centro, ainda trabalham para criar pactos para as eleições, e a decisão pelos aspirantes a senadores está intrinsecamente ligada a este toma lá, dá cá, que envolve a disputa ao governo estadual e federal.

O PT, por exemplo, está disposto a abrir mão de lançar um candidato ao Senado em troca de apoio de outros partidos da esquerda no estado. Portanto, mantém o posto livre até que consiga avançar nas tratativas e só deve indicar um nome mais para frente, caso não haja sucesso nas negociações.

A legenda do ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva vive uma queda de braço dentro de São Paulo com o PSB: as duas siglas insistem em lançar concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes. Socialistas trabalham para que Fernando Haddad (PT) desista do governo paulista e tente se eleger senador, enquanto trabalhadores tentam que Márcio França (PSB) faça o mesmo.

O União Brasil – fruto da fusão do DEM com o PSL – está em conversas com o MDB para avaliar se contará com candidato ao Senado. A ideia é que um dos dois partidos indique o vice na chapa de Rodrigo Garcia (PSDB) na disputa ao Governo de São Paulo e, o outro, sugira alguém para tentar a vaga de senador.

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O deputado federal Junior Bozzella (PSL) explica que há um acordo junto com Baleia Rossi, presidente do MDB, para que seja indicado algum integrante “raiz” de um dos dois partidos para compor a chapa com Garcia, “para não servir de barriga de aluguel para o PSDB”. O nome ainda é incerto. Para o Senado, caso o União fique com a indicação, Bozzella diz que uma das opções seria ele mesmo.

A avaliação interna no MDB é a mesma, de não definir candidatos ao Senado até que haja um consenso sobre como será conduzida a campanha ao Palácio dos Bandeirantes. Chegou-se a cogitar o nome do ex-presidente da Fiesp, Paulo Skaf, à casa legislativa, mas a ideia caiu por terra: Skaf já indicou que quer apoiar o ministro de Infraestrutura de Jair Bolsonaro, Tarcísio Freitas, ao governo paulista. Por isso, deve deixar o MDB nos próximos meses.

O PSDB também não possui postulante definido, mas há interessados. José Serra, que se licenciou do Senado em agosto do ano passado após ser acometido com doença de Parkinson, já disse que gostaria de tentar a reeleição.

Nos bastidores, o nome da deputada federal Joice Hasselmann, que anunciou sua adesão ao PSDB em outubro, também é uma das opções, além do presidente estadual do partido, Marco Vinholi. José Aníbal, que hoje ocupa a vaga de Serra no Senado, seria igualmente uma opção de nome. Ou, a depender do tom das negociações com o MDB e com o União Brasil, o partido poderia não lançar candidato para a vaga.

O PSDB paulista diz que o martelo será batido pelo governador João Doria e pelo vice-governador Rodrigo Garcia “com respaldo absoluto do diretório”. Segundo o próprio Vinholi, a decisão será tomada “em conjunto com a amplitude dos partidos aliados que vão compor as candidaturas, que estão se formando ao longo desses próximos meses”.



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