Os mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais retomam as buscas por desaparecidos após o desastre no Lago de Furnas, em Capitólio (MG), às 5h deste domingo (9/1). Pelo menos três pessoas que estavam nas lanchas atingidas por um paredão rochoso que despencou no sábado (8/1) ainda não foram encontradas. Ao menos sete pessoas morreram na tragédia.

Até as 19h de sábado, mergulhadores trabalharam em busca de vítimas. No entanto, o serviço realizado embaixo d’água foi interrompido quando escureceu pela falta de visibilidade e devido ao risco para os profissionais.

Equipes dos bombeiros se mantiveram no native para dar continuidade na apuração dos fatos. De acordo com o coronel Edgard Estevo, comandante dos bombeiros no estado, 40 militares trabalharam na ocorrência.

Por volta das 21h de sábado, o número de pessoas desaparecidas após a queda de um imenso pedaço dos cânions caiu de 20 para três. No início da noite, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG) fez um cruzamento de informações com o nome dos desaparecidos e de pessoas que estavam em hospitais próximos das regiões, o que fez o número ser reduzido.

“Conseguimos fazer o contato com muitas delas. As pessoas que no momento estão desparecidas são das que estavam na lancha de nome Jesus, que foi atingida diretamente pela rocha. Essas três não foram encontradas nem resgatadas”, afirmou o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas, Pedro Aihara.

O acidente aconteceu por volta das 11h, mas os militares demoraram a ser acionados por conta do fraco sinal de telefonia e web da região.

Veja vídeo com o momento do acidente:

Segundo o Corpo de Bombeiros, quatro embarcações foram atingidas, sendo que duas afundaram com o impacto. As vítimas fatais são quatros homens e três mulheres. Suas identidades ainda não foram confirmadas.

Veja fotos do acidente:

Ao Metrópoles, o CBMMG disse que a ocorrência pode ter sido provocada por uma “tromba d’água”, junto com o deslocamento de pedras. Militares de Passos e Piumhi foram para o native, assim como equipes de apoio aéreo de helicópteros que decolaram de Varginha.

A cidade de Capitólio fica a 288 km de Belo Horizonte e é conhecida como um dos principais pontos turísticos mineiros por causa de suas belezas naturais. De acordo com as autoridades locais, o cânion tem um tipo de rocha mais suscetível a erosão.

A Marinha do Brasil isolou a área do acidente e abriu investigação, assim como a Polícia Civil de Minas Gerais.

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