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Cético por profissão e desconfiado por natureza, o jornalista sentiu de pronto alguma coisa fora da ordem no mais recente internamento do presidente Jair Bolsonaro (PL), na primeira semana de 2022 em health facility specific de São Paulo, depois de mostrar-se indiferente às dores da gente pobre e desprotegida; a clamores da sociedade indignada e aos deveres, da sua função de homem público, no comando da nação. Mais incompatível, ainda, as imagens marqueteiras do paciente, usando camisa de time de futebol, no leito hospitalar, postadas por seus familiares. Até a véspera, o “mito” vendia saúde em Santa Catarina – promovendo aglomerações nas rodas de funk em barco da Marinha, ofendendo mulheres de oposição “mais cabeludas que cadelas ”(segundo letra adaptada por bolsonaristas), e em loja do amigo dono da Havan, – sem dar sinais sequer de dor de cabeça. Doente de repente, depois de um lauto jantar à base de graúdos camarões, na hora de retornar ao trabalho, em Brasília.

 

Até domingo, 2/01, o dono do poder, da vez, rebolava-se para as dores, perdas e sofrimento da gente da Bahia e de Minas Gerais. De cidades inteiras devastadas pelas chuvas (quase 30 mortos, centenas de feridos, milhares desabrigados), em muitos casos, perdedores de tudo, salvo a roupa do corpo e a vida. E vem a primeira-dama Michelle dizer, agradecendo as mensagens pela recuperação do marido: “São sequelas da facada, sequelas que levaremos para o resto de nossas vidas. Mas Deus é bom e tem o controle de todas as coisas”, postou no Instagram.

 

Novo golpe da peixeira para a reeleição? É cedo para se saber. Salvo por alguns registros, a exemplo da retomada das investigações, pela PF, do caso da facada no então candidato Bolsonaro, em Juiz de Fora em 2018. Enredo bem ao gosto e estilo do mandatário, para embaralhar a campanha de reeleição, cujas pesquisas o mostram em queda: agora não só diante de Lula (PT) líder em todas as pesquisas até aqui, mas também em face do ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro (Podemos), ao começar, esta semana. pela Paraíba, seu giro pelo país, sombreando os calcanhares do capitão presidente.

 

O fato, Sua excelência, O Fato é que, segunda dia 3, mandaram buscar o cirurgião-geral Antonio Luiz de Macedo, em férias do outro lado do mundo. Dia 5, o médico deu alta ao privilegiado paciente. Doutor Macedo foi direto ao ponto, ao despachar Bolsonaro de volta ao Planalto. Explicou que a primary causa da obstrução intestinal “foi a falta de mastigação correta do camarão do último jantar em Santa Catarina”. Secundariamente, o cirurgião associou este episódio, de excessos alimentares do fim de ano, à facada de 2018. Dr Macedo sintetizou: “A situação causou uma peritonite e gerou uma grande quantidade de reação imunológica no abdômen dele. Às vezes essas aderências geram um quadro de obstrução intestinal… Esses casos não são recomendados diretamente para a cirurgia e, sim, ao uso de uma sonda gástrica. Agora está tudo commonplace. Ele (Bolsonaro) vai fazer uma dieta especial por uma semana, apenas caminhadas, mas está curado e pronto para o trabalho”.

 

Aí live talvez o problema maior do mandatário. Sabem os que o conhecem mais de perto e melhor, que trabalhar e seguir regras médicas e científicas, de fato, são terapias e receitas  que não combinam com seu perfil machista e negacionista, a exemplo da primitiva atitude contra a vacinação de crianças no País, a começar pela própria filha.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do web page weblog Bahia em Pauta. Email: [email protected]



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