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A coluna teve acesso a uma imagem exclusiva que mostra reunião entre o oficial da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Sérgio Roberto Roballo (de camisa cinza) e dois advogados que representam empresários credenciados ao Departamento de Trânsito (Detran).

As empresas prestam serviço de vistoria veicular. O encontro ocorreu em agosto do ano passado, em um bar localizado no Sudoeste. Na ocasião, o tenente-coronel teria cobrado R$ 3 milhões para não divulgar documentos que, supostamente, revelariam irregularidades cometidas no processo de credenciamento.

Segundo uma fonte ouvida pela Na Mira, um dos representantes das vítimas, que aparece de bermuda na imagem, também é policial militar. O PM, entretanto, é da reserva remunerada. O caso é investigado pela Delegacia de Repressão à Corrupção, vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor).

Sérgio Roballo foi alvo de busca e apreensão no âmbito da operação Blackmail, deflagrada na quarta-feira (5/01). Conforme a coluna divulgou em primeira mão, os investigadores coletaram evidências que apontam que as vítimas foram coagidas.

O tenente-coronel teria atuado como “porta-voz” de um grupo formado pelas pessoas que teriam sido prejudicadas com a terceirização das vistorias, sendo que o valor exigido seria dividido entre elas e serviria para amenizar os prejuízos suportados pela alteração na prestação dos serviços.

Recentemente, o serviço de vistorias veiculares no Distrito Federal foi terceirizado, passando a ser exercido por empresas credenciadas pelo Detran, fato que desagradou uma parcela dos atores anteriormente envolvidos.

O nome escolhido para a operação, o termo em inglês Blackmail, faz alusão a chantagem ou extorsão. O celular do tenente-coronel foi apreendido na operação e a reportagem não conseguiu localizar a defesa dele. O espaço permanece aberto para manifestações.

Veja imagens da operação:

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Outro escândalo

Não é a primeira vez que o nome do policial é alvo de investigações. Em 2019, o Metrópoles revelou que o tenente-coronel respondeu a um procedimento na Corregedoria por suspeita de utilizar as dependências do 1º Batalhão de Trânsito da PMDF como escritório specific.

Segundo o processo que tramitou na Auditoria Militar, Sérgio Roberto Roballo teria escalado PMs do Serviço Voluntário Gratificado (SVG) para, de forma terceirizada, fazer escolta motorizada em eventos ocorridos na cidade.

A PM também apurou se o oficial obteve vantagens indevidas em troca dos trabalhos. De acordo com os automobiles, ele teria comprado um imóvel de R$ 1 milhão, aquisição  incompatível com o seu salário, que é de R$ 17.142.

Outro crime militar atribuído ao tenente-coronel é o uso indiscriminado de viaturas. Conforme consta no processo, ele teria utilizado um carro e uma moto da PMDF para fins particulares.

Os veículos não têm plotagem e integram a frota do Centro de Manutenção da instituição. O policial teria, inclusive, adulterado as placas identificadoras dos automóveis, segundo os automobiles.



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