dos 23 ministros de Bolsonaro, 17 terminam o ano imunizados

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Apesar das críticas e comentários sem embasamento científico feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a vacinação contra a Covid-19, houve grande adesão aos imunizantes entre os ministros de estado do governo federal. O ano de 2021 termina com ao menos 17 dos 23 ministros completamente vacinados contra o novo coronavírus.

A maior parte dos gestores tomou as duas doses dos imunizantes. Outros chegaram a receber a dose de reforço, aprovada pelo Ministério da Saúde para idosos, imunossuprimidos e para maiores de 18 anos que receberam a segunda dose há, no mínimo, 5 meses.

O último levantamento realizado pelo Metrópoles, em maio deste ano, apontava que 11 ministros haviam se vacinado. À época, o governo Bolsonaro contava com 22 ministros. Sete meses depois, o número de gestores que completou a imunização saltou para 17, de um overall de 23 ministérios (a pasta de Trabalho e Previdência foi recriado em julho deste ano).

A reportagem consultou as assessorias de imprensa de todos os ministérios para coletar as informações. Também foram consultados releases e reportagens publicadas nas páginas de cada órgão, que registram a imunização dos gestores.

A maior parte dos ministros vacinados tomou a primeira e a segunda dose da vacina e garantiu o ciclo completo de imunização. São eles: Carlos França (Relações Exteriores), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Fábio Faria (Comunicações).

No grupo de ministros imunizados com a D1 e a D2 também estão os gestores Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Gilson Machado (Turismo), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência da República), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Joaquim Leite (Meio Ambiente).

Além disso, na lista há também ministros que chegaram a receber a dose de reforço contra a Covid-19. É o caso de Paulo Guedes (Economia), Tereza Cristina (Agricultura), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Marcelo Queiroga (Saúde).

Veja o standing de vacinação contra a Covid-19 dos ministros de estado do governo Bolsonaro:

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Controladoria-Geral da União (CGU) não quis se pronunciar sobre o standing de imunização do ministro Wagner Rosário. “A CGU não irá se manifestar sobre esta demanda, uma vez que ela trata de assunto pessoal relacionado ao ministro e não de atribuições institucionais dele ou do órgão”, informou a pasta.

No entanto, em julho deste ano, o Metrópoles registrou a vacinação de Rosário, que ocorreu em um posto do Distrito Federal. O imunizante foi aplicado pelo ministro Marcelo Queiroga.

Não responderam aos questionamentos da reportagem as equipes de comunicação dos ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), Walter Braga Netto (Defesa), Milton Ribeiro (Educação), Bruno Bianco (Advocacia-Geral da União), e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência). Também não houve divulgação pública da vacinação dos gestores.

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Incentivo à vacinação

Durante a campanha de vacinação contra a Covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, aplicou o imunizante em diversos integrante do primeiro escalão do governo federal. A ação teve como objetivo incentivar a procura pelos postos de saúde. O último contemplado foi Augusto Heleno, que recebeu o reforço da vacina em outubro, aos 74 anos.

“Ele [Augusto Heleno] é jovem, com mais de 60 anos, e tomou a vacina no começo da campanha. Já faz mais de seis meses que ele tomou a segunda dose. O governo federal já iniciou a aplicação de uma dose adicional com a vacina Pfizer. É muito importante para manter a defesa, porque nós podemos ter variantes desse vírus. O senhor agora está bem mais seguro”, pontuou Queiroga, à época.

Em julho deste ano, o titular da Saúde imunizou os ministros Fábio Faria, Luiz Eduardo Ramos e Wagner Rosário. Também no mês de julho, Queiroga vacinou o ministro Tarcísio Gomes de Freitas. Em junho, ele aplicou a vacina no ministro Marcos Pontes.

Negacionismo

As críticas do presidente Jair Bolsonaro as vacinas contra a Covid-19 foram constantes durante toda a campanha de imunização promovida pelo governo federal. O mandatário afirmou, em diversas ocasiões, que não se imunizaria contra a doença.

Em novembro deste ano, o Palácio do Planalto impôs sigilo de até 100 anos aos resultados de exames de anticorpos de Covid-19 feitos pelo presidente. Além disso, a presidência também bloqueou, por um século, o acesso aos cartões de vacinação de Bolsonaro.

Ao longo da pandemia, o presidente minimizou, em diferentes momentos, a gravidade da Covid-19. Ele também deu declarações relacionando a vacina a outras doenças, como a Aids — argumento que não tem nenhum embasamento científico.

No último dia 11/12, no Rio de Janeiro, Bolsonaro disse, sem apresentar evidências científicas, que o deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ) estaria internado com embolia por conta do “efeito colateral da vacina”.

“O deputado Hélio Lopes está no clinic, por embolia. Parece que é efeito colateral da vacina, vamos aguardar a conclusão. Um médico meu, semana passada, estava abalado, que uma irmã dele tomou [a vacina] e estava com trombose também”, disse Bolsonaro.

Durante a fala, Bolsonaro ainda voltou a minimizar a efetividade do imunizante, dando a entender que o fato de uma pessoa imunizada ainda poder contrair e transmitir o vírus se iguala aos riscos de contágio e disseminação dos que não tomaram. Os dados, contudo, são claros: quem é vacinado tem risco muito mais baixo de ser infectado, ter caso grave e transmitir a doença.

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